Motociclista é flagrado ao esconder placa de veículo com os pés na Bahia

Um motociclista foi flagrado tentando esconder a placa do veículo com os pés para não ser multado ao passar por radar de velocidade em Salvador. O registro foi feito por agentes da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador). Além de motociclistas, condutores de carros de passeio e vans também escondem as placas quando passam pelos fotossensores ou vão fazer alguma manobra irregular, conhecida como “roubadinha”.

A maior incidência da irregularidade é na Avenida Afrânio Peixoto, a Suburbana. Apesar do número de radares e fotossensores para fiscalizar quem não respeita o limite de velocidade ou avança o sinal vermelho ser cada dia maior, ainda tem gente que tenta escapar da multa escondendo a placa do veículo.

Em outro flagrante, um vídeo feito por agentes da Transalvador mostra um homem descendo de uma van de transporte alternativo para cobrir a placa com uma flanela, enquanto alguns passageiros entram no veículo. Logo em seguida, ele entra na van e o motorista faz uma manobra proibida na Avenida Paulo VI, no bairro da Pituba, e segue por uma via exclusiva para ônibus. Em outro registro, um rapaz tirou uma das mãos da direção e usou o capacete para não ser flagrado. Já em outras fotos, os caronas que ajudaram a cobrir as placas.

Esse tipo de infração também é comum também na Avenida Luís Viana, na Avenida Paralela, na Rua Silveira Martins, no Cabula, em Itapoan, na Avenida Dorival Caymmi, e na 5ª Avenida do Centro Administrativo da Bahia. Existem casos ainda em que a falta de atenção pode ocasionar a multa. Em outra foto, o motorista pendurou as bicicletas no fundo do carro e não dava para identificar a placa. Em outra situação, a placa ficou escondida por causa da grande quantidade de carga no carro.

Segundo o código de trânsito, conduzir o veículo sem placa visível é infração gravíssima com pena de apreensão do veículo e multa de R$ 293.47, além de 7 pontos na carteira. O especialista em trânsito, Elmo Felzember, alerta para os riscos que comportamentos como esse causam no trânsito. “É um infrator consciente. Ele tem consciência da irregularidade e comete confiando na impunidade. Então, talvez, nós não temos ainda no sistema de fiscalização, o que eu diria, onipresente em toda a cidade, por meio de câmeras em que você poderia identificar os infratores com maior facilidade”, disse.

“Nossa maior eficiência em fiscalizar os infratores se constitui só nos radares, porque as unidades de trânsito circulam pela cidade e, evidentemente, eles não têm condições sozinhos de sair fiscalizando todo mundo”, completou. Já para os motoristas, os flagrantes mostram que os condutores não têm medo da punição. “Colocam a mão para trás. Se o semáforo está fechado, eles passam direto. Vai embora, não é multado e acaba saindo impune”, disse um motorista. “Todo dia acontece isso. Mas infelizmente a gente fica vítima, não tem jeito, né?”, conclui outra condutora.

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