Morte de Teori vai atrasar delações e investigação sobre Temer

Com a morte do ministro do STF Teori Zavascki, responsável pelos processos da Lava jato, não só a homologação da delação da Odebrecht será adiada, como também outros acordos de delação que estão sendo negociados com procuradores da força tarefa da Operação, como por exemplo as delações da OAS, da Andrade Gutierrez e da Camargo Corrêa.

Outra ação que corre no STF e vai atrasar por causa da morte do ministro é a que trata das contas eleitorais de 2014 da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer.

A expectativa dos advogados e executivos que acompanham o acordo da Odebrecht era de que Teori assinasse 77 delações ainda no início de fevereiro, tornando público relatos considerados essências para a Lava Jato, pois citam nomes como o do presidente Michel Teme, os ex-presidentes Lula e Dilma e ainda o ministro José Serra e o governador Geraldo Alckimin.

Teoria havia criado uma especie de força-tarefa para que os depoimentos fossem analisados durante o recesso do Supremo, entre os dias 20 de dezembro e 31 de janeiro. Contudo, com sua morte, o processo será atrasado.

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